"Cada um arrasta um corpo atrás de si, debaixo do sossego das estrelas" Fernando Pessoa
sábado, 28 de novembro de 2009
viajante
Eu me sinto tolo como um viajante
Pela tua casa, pássaro sem asa, rei da covardia
E se guardo tanto essas emoções nessa caldeira fria
É que arde o medo onde o amor ardia
Mansidão no peito trazendo o respeito
Que eu queria tanto derrubar de vez
Pra ser teu talvez, pra ser teu talvez
Mas o viajante é talvez covarde
Ou talvez seja tarde pra gritar que arde no maior ardor
A paixão contida, retraída e nua
Correndo na sala ao te ver deitada
Ao te ver calada, ao te ver cansada, ao te ver no ar
Talvez esperando desse viajante
Algo que ele espera também receber
E quebrar as cercas que insistimos tanto em nos defender
Eu me sinto tolo como um viajante
Pela tua casa, pássaro sem asa, rei da covardia
E se guardo tanto essas emoções nessa caldeira fria
É que arde o medo onde o amor ardia
Mansidão no peito trazendo o respeito
Que eu queria tanto derrubar de vez
Pra ser teu talvez, pra ser teu talvez
domingo, 22 de novembro de 2009
Extrapolar!
Um novo projecto de gente gira e criativa!
Sugestão para quem gosta de Extrapolar
O blogue é o extrapolativo
Sugestão para quem gosta de Extrapolar
O blogue é o extrapolativo
Jorge Ferreira partiu

“Temos um esplêndido passado pela frente?
Para os navegantes com desejo de vento, a memória é um porto de partida.”
Eduardo Galeano
Para os navegantes com desejo de vento, a memória é um porto de partida.”
Eduardo Galeano
Jorge Ferreira viverá sempre na memória dos que lhe querem bem. Até sempre, "amigo verdadeiro, autêntico e combativo"
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Para a Fugi e para o Mike

Querido Helano,
Hoje eu comprei sementes de girassol. Há isso de extraordinário no mundo. Quando alguém se sente só ou com saudade de outrém pode comprar sementes de girassol para vê-lo crescer. Pode até fazer uma sementeira de tulipas. Neste caso, é preciso aguar todos os dias, com a ponta dos dedos, deixando cair uma ou duas gotas, apenas. Já as coisas abrutalhadas, máquinas, tratores ou edifícios, deixo aos outros, cuidarem. Também elas precisam de carícias: não vê o homem pendurado nas vidraças com um pano molhado? Não vê a máquina acarinhando a outra com a lixa? Há muitas formas de cuidar. E, felizmente, o delicado e o bruto na esfera do mundo. Se me ocupo da semente é porque escuto o seu silêncio. O silêncio com que ela abraça, tão brandamente, o seu grãozinho de terra.
sábado, 3 de outubro de 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
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