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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Morreu Anibal Beça

"O Senado lamenta o falecimento de Aníbal Beça

25/08/2009 - 15h43 - AGÊNCIA SENADO

Jefferson Praia lamenta o falecimento do poeta Aníbal Beça

Em pronunciamento no Plenário, os senadores Jefferson Praia (PDT-AM) e Arthur Virgílio (PSDB-AM) lamentaram a morte do poeta, compositor, teatrólogo e jornalista amazonense Aníbal Beça, falecido nesta terça-feira (25) em decorrência de complicações renais e diabetes.

Jefferson Praia lembrou que Aníbal Beça ocupava a cadeira de número 28 da Academia Amazonense de Letras e se destacava tanto na vida contemplativa da inspiração poética quanto no dinamismo de seu papel de grande animador cultural amazonense.

Nascido em 1946, Aníbal Beça percorreu todos os postos das redações dos jornais de Manaus, tendo dirigido ainda a produção da TV Cultura do Amazonas, atuado como consultor da Secretaria de Cultura do Estado e como presidente do Conselho Municipal de Cultura de Manaus. Também foi vice-presidente da União Brasileira de Escritores, seccional do Amazonas, e presidente do Sindicato dos Escritores Amazonenses.

Jefferson Praia destacou ainda que o povo do Amazonas e de todo o país pôde conhecer Aníbal Beça pelas suas contribuições ao cancioneiro nacional. Em 1968, o poeta representou o Brasil no 8º Festival de Joropo de Villa Vicencio, na Colômbia. Em 1969, foi o único artista amazonense a se apresentar no Festival Internacional da Canção (FIC), no Rio de Janeiro, com a música Lundu do Terreiro de Fogo, interpretada por Ângela Maria.

Jefferson Praia disse ainda que, na cultura erudita, Aníbal Beça obteve o reconhecimento de figuras referenciais, como o poeta Carlos Drummond de Andrade. Em 1994, o livro Suíte para os Habitantes da Noite, de sua autoria, venceu o 6º Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira, concorrendo com 7.038 obras de todo o país, na categoria Poesia. No ano seguinte, a obra foi publicada pela Editora Paz e Terra, do Rio de Janeiro.

- Toda uma tarde triste como a de hoje seria insuficiente para arrolar toda a riqueza do legado artístico de Aníbal Beça - afirmou Jefferson Praia, que encerrou seu discurso lendo o poema O Destino, de autoria do poeta amazonense.

Em seu pronunciamento, por sua vez, Arthur Virgílio destacou algumas obras de autoria de Aníbal Beça, como Convite Frugal, seu primeiro livro, Filhos da Várzea, Quem foi ao Vento Perdeu o Assento e Itinerário Poético da Noite Desmedida, entre outros."


Nota - Anibal Beça foi das primeiras pessoas que conheci na internet.Possuo os livros dele e CD's enviados por ele. Descansa em paz, amigo. Nós por cá, ficamos tristes..

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Enfim, tenho 52 anos! Tchin, tchin!

Harmonia



Escrever é dançar. Perfeitamente inútil mas indispensável.

Escrevo pensando na felicidade de olhar alguém dançar. Dançar com o coração e corpo em harmonia. Desejo de partilhar a mesma felicidade. Contigo, porque te amo.
Tu sabes, quando a alma canta falso, as palavras fogem.
Escrevo porque nao estás aqui para dançar comigo.
Escrevo para apaziguar a dor da falta que me fazes.
Escrevo como quem dança para extenuar o corpo.
Escrevo que a minha mão não sonha senão deitar fora esta caneta, para que uma vez livre, possa pousar na tua pele.

JuliaML

Tela: Didier Houget

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Podia Acabar o Mundo



Eu não sei
Se este caso tem
Para ti algum valor
Sabes bem
E eu sei também
Foste o meu primeiro amor
Querer-te tanto e não querer
É fazer-te sofrer
É conter a minha dor
Podia acabar o mundo
Desabar a ponte sobre o Tejo
Que eu viria do fundo do mar
Só para te dar
Mais um beijo
E embora não queiras
Confessar esta loucura, esta paixão
Consigo ver que dizes sim
No coração, amor
Mas dizes não
Tu dirás
Que voltar atrás
É trair o coração
Já perdi
Neste amor por ti
A vontade e a razão
Querer-te tanto e não querer
É fazer-nos sofrer
É conter o coração
Podia acabar o mundo
Desabar a ponte sobre o Tejo
Que eu viria do fundo do mar
Só para te dar
Mais um beijo
E embora não queiras
Confessar esta loucura, esta paixão
Consigo ver que dizes sim
No coração, amor
Mas dizes não
Dizes não! (Não!)

Voz: Carla Moreno e Paulo Ramos
Letra: Rosa Lobato Faria e Herman José

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

conta-se


Conta-se que na praia da mulher branca
Há trezentos anos ou talvez mais
Morreu uma feiticeira que por santa
Lágrimas derramou e muitos ais

Tanto no inverno como no estio
Vagueava a mulher pela beira-mar
De cabeça baixa ou altiva de desafio
Sempre só triste de lamentar

Do platô à achada de santantónio
Rumores de intriga e de desatino
Rodeavam a abandonada do destino
Sem que nada sustesse o falatório

De palavras poucas e sorrisos nenhuns
Passavam-se os anos conforme as marés
Na vinda destroços alguns
Na ida tudo de lés a lés

Da flor que se diz que apareceu
No exacto sítio em que a pobre morreu
Nem registo lápide ou pétala sobrou
À excepção do segredo que o povo guardou

Ponta Delgada,
Fernando Martinho Guimarães

Hide in your Shell

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Protuberância

Este sorriso que muitos chamam de boca

É antes um chafariz, uma coisa louca

Sou amativa antes de tudo

Embora o mundo me condene

Devo falar em nariz (as pontas rimam por dentro)

Se nos determos amanhã

Pelo menos não haverá necessidades frugais nos espreitando

Quem me emprestar seu peito na madrugada

E me consolar, talvez tal vez me ensine um assobio

Não sei se me querem, escondo-me sem impasses

E repitamos a amadora sou


Este sorriso que muitos chamam de boca

É antes um chafariz, uma coisa louca

Sou amativa antes de tudo

Embora o mundo me condene

Devo falar em nariz (as pontas rimam por dentro)

Se nos determos amanhã

Pelo menos não haverá necessidades frugais nos espreitando

Quem me emprestar seu peito na madrugada

E me consolar, talvez tal vez me ensine um assobio

Não sei se me querem, escondo-me sem impasses

E repitamos a amadora sou

Armadora decerto atrás das portas

Não abro para ninguém, e se a pena é lépida, nada me detém

É sem dúvida inútil o chuvisco de meus olhos

O círculo se abre em circunferências concêntricas que se

Fecham sobre si mesmas

No ano 2001 terei (2001-1952=) 49 anos e serei uma rainha

Rainha de quem, quê, não importa

E se eu morrer antes disso

Não verei a lua mais de perto

Talvez me irrite pisar no impisável

E a morte deve ser muito mais gostosa

Recheada com marchemélou

Uma lâmpada queimada me contempla

Eu dentro do templo chuto o tempo

Um palavra me delineia

VORAZ

E em breve a sombra se dilui,

Se perde o anjo.


sábado, 1 de agosto de 2009

Our Broken Garden

do silêncio




do silêncio, entendem aqueles que percebem de Som.

«... música, encarando-a como uma linguagem transmissora de ideias e não como alibi para malabarismos de viciado individualismo... poder-se-á dizer que nos escutámos mutuamente tanto ou mais do que inventamos...» (António Victorino D`Almeida)




...aceitando a sugestão do comentário do Mestre José Bolt.