
A Morte varrendo
Ela varre com vassouras multicores
E sai espalhando fiapos,
Ó Dona arrumadeira do crepúsculo,
Volta atrás e espana os lagos:
Deixaste cair novelo de púrpura,
E acolá um fio de âmbar,
Agora, vejam, alastras todo o leste
Com estes trapos de esmeralda!
Inda a brandir vassouras coloridas,
Inda a esvoaçar aventais,
Até que as piaçabas viram estrelas —
E eu me vou, não olho mais.
Emily Dickinson ((1830-1886)
Tradução: Aíla de Oliveira Gomes
Tela: Morte Varrendo( nao sei o autor)
[tão intemporal, Emily e porquê tão ignorada? Terão os poetas do mundo, da vida e de tudo o que ela contém, nascido para contar os enigmas, o puzzle celeste, mas ignorados na sua tarefa até ao suspiro final? Seja esse o "preço", mas não acabe a poesia, combustível elementar do mundo!]
ResponderEliminarum imenso abraço
Leonardo B.
:-D
ResponderEliminarUm excelente domingo, Júlia, com belas palavras e imagens :-)
Olá, Leonard, Emily pode não ser tão conhecida como merece, mas foi traduzida pelos grandes e isso quer dizer algo. Não é acessível a qualquer um e isso pode ser um elogio :-)
ResponderEliminarabraço
Querida Fugi, desde ontem dois posts, ainda não chega? :-)
ResponderEliminarbeijinhooossss de bem querer