"Cada um arrasta um corpo atrás de si, debaixo do sossego das estrelas" Fernando Pessoa
sábado, 28 de novembro de 2009
viajante
Eu me sinto tolo como um viajante
Pela tua casa, pássaro sem asa, rei da covardia
E se guardo tanto essas emoções nessa caldeira fria
É que arde o medo onde o amor ardia
Mansidão no peito trazendo o respeito
Que eu queria tanto derrubar de vez
Pra ser teu talvez, pra ser teu talvez
Mas o viajante é talvez covarde
Ou talvez seja tarde pra gritar que arde no maior ardor
A paixão contida, retraída e nua
Correndo na sala ao te ver deitada
Ao te ver calada, ao te ver cansada, ao te ver no ar
Talvez esperando desse viajante
Algo que ele espera também receber
E quebrar as cercas que insistimos tanto em nos defender
Eu me sinto tolo como um viajante
Pela tua casa, pássaro sem asa, rei da covardia
E se guardo tanto essas emoções nessa caldeira fria
É que arde o medo onde o amor ardia
Mansidão no peito trazendo o respeito
Que eu queria tanto derrubar de vez
Pra ser teu talvez, pra ser teu talvez
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[uma paixão contida seria toda e qualquer coisa, abandonada nos caixotes de brinquedos da alma, mas nunca paixão de vida, rascunho e sulco fundo de outra forma estranha de amar, como o ney o sabia]
ResponderEliminarum imenso abraço
deste lado do quintal
Leonardo B.
Eu gosto de Ney. Não de tudo, e esta não é das minhas favoritas, mas gosto. :)
ResponderEliminarAprendi com o tempo a gostar dele... a gostar muito dele!
ResponderEliminarE eu a pensar que havia novidades; anda muito preguiçosa, Sra. D. Júlia...
ResponderEliminarUm bom fim-de-semana :-)
Ah pois anda, catrino! ;)
ResponderEliminarQuerida Fugi querido Mike, tenciono reatar, vocês merecem!
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