
A pele era o que de mais
solitário havia no seu corpo.
Há quem, tendo-a metida
num cofre até às mais fundas raízes,
simule não ter pele, quando
de facto ela não está senão
um pouco atrasada em relação ao coração.
Com ele porém não era assim.
A pele ia imitando o céu como podia.
Pequena, solitária, era uma pele metida
consigo mesma e que servia
de poço, onde além de água
ele procurara protecção.
Luís Miguel Perry Nava
Tela de Alba Farto
Belo poema, e muito bem escolhida a tela.
ResponderEliminarAcaba por ser tudo uma questão de pele, portanto... ;)
ResponderEliminarobrigada RAA :-)
ResponderEliminar________________
é verdade, Mike! :-))