foto de José Bolt no Escrever com Cor
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Nasci dura, heróica, solitária e em pé. E encontrei meu contraponto na paisagem sem pitoresco e sem beleza. A feiúra é o meu estandarte de guerra. Eu amo o feio com um amor de igual para igual. E desafio a morte. Eu - eu sou a minha própria morte. E ninguém vai mais longe. O que há de bárbaro em mim procura o bárbaro e cruel fora de mim. Vejo em claros e escuros os rostos das pessoas que vacilam às chamas da fogueira. Sou uma árvore que arde com duro prazer. Só uma doçura me possui: a conivência com o mundo. Eu amo a minha cruz, a que doloridamente carrego. É o mínimo que posso fazer de minha vida: aceitar comiseravelmente o sacrifício da noite.
Clarice Lispector
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A velha Clarice...
ResponderEliminarUm Santa Páscoa, Júlia!
pois e aguentar... carregar e aguentar ... e sorrir quando nos dão a ão:)
ResponderEliminarxi muito apertado, irmã de sintonização
maria
Querida Júlia, vim para desejar-lhe uma boa Páscoa e encontro Clarice Lispector. Que bom!
ResponderEliminarUm beijo.
Gosto da valente Clarice Lispector, que me foi "apresentada" quando vivi em São Paulo. E tudo por causa de histórias infantis, dá para acreditar, Júlia? :)
ResponderEliminara minha Clarice!..
ResponderEliminarEspero que tenha tido uma uma Feliz Páscoa, Rui!
Querida Marie, apesar do frio e das ausencias que se sentem mais nestas pocas, fiz os impossíveis.
ResponderEliminarbeijinho, amiga!
é uma figura e tanto, Mike! acredito, porque ela tem contos para criança tão bonitos!
ResponderEliminarxi grande , Maria!
ResponderEliminarClarice Lispector não tinha NADA de feia! :-)
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