Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar,
o mar estava na frente de seus olhos.
E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando,
pediu ao pai:
— Ajuda-me a olhar!
***
Eduardo Galeano, in " O livro dos abraços"

ola
ResponderEliminarhoje passo por aqui para o convidar a ver o blog do meu pai
tem telas lindas
passe por lá e deixe o seu comentário
boa noite
beijinhos
Carla
wwww.acordeirodacunha.blogspot.com
Carla, já passei por lá,mas não e não sou eu quem escolhe as minhas telas - são As Telas que me escolhem a mim!
ResponderEliminarvaleu, beijinho!
Que frase do "puto"!
ResponderEliminarQue lindo pedaço este, Júlia.
ResponderEliminarternurento :-)
Um bom fim-de-semana.
Beijinho :-)
Uma delícia, este post! Que a mim, em particular, me toca de uma maneira especial. Vá-se lá saber porquê, Júlia... ;D
ResponderEliminarpor acaso eu acho que as crianças sabem olhar melhor que nós os adultos, tantas vezes são eles que nos ensinam, CM..
ResponderEliminarbom fim-de-semana, querida Fugi :-)
ResponderEliminarPoderoso. Muito poderoso. Tantas vezes assim é...às vezes as coisas são tão grandiosas, que parece que o nosso olhar não chega para as abarcar. E tantas são as vezes que só temos a noção de tão grandes que eram, depois de já não estarem ao alcance da nossa vista...E aí já ninguém ajuda. Aí já não se partilha...
ResponderEliminar