
Minha mãe chorando no fundo da noite
rachou o silêncio do quarto adormecido.
Meu pai olhava o escuro e não dizia nada,
Um relógio preto gotejava barulho.
Lá fora o vento lambia as espáduas do céu.
Minha mãe chorando no fundo da noite
Apunhalou o sono de Deus.
Ivan Junqueira
Nota : dedico ao meu amigo Paulo
Belíssimo na pungência, Querida Júlia! E a esperança depositada no final, em intervenção divina pelas lágrimas intercedida, por via da comoção, é, afinal a percepção menos elaborada mas mais sincera que há do Todo-Poderoso, numa elaboradíssima imagem expressa.
ResponderEliminarBeijinho grat por no-lo ter dado
Querido Paulo...vou dedicar-lho, se me permite. Pensei nisso antes, mas temi entristecê-lo
ResponderEliminarbeijinho
Qual! Agradeço é duas vezes em vez de uma só!
ResponderEliminarBeijinho grande, Querida Júlia
PAulo,
ResponderEliminarentão fica aí registado o bem querer meu pela sua sensibilidade :-)
PS- tinha o poema guardado à espera da imagem
Julia,
ResponderEliminaragradeço sua visita ao VARAL e espero que volte sempre!
Não perca amanhã a Vítima da Quinta, que certamente é uma postagem que pode te dizer respeito...um dia!
~C;-))
Abçs
então cadé a minha flor amarela?????
ResponderEliminarbuáaaaaaaaaaa....buáaaaaaaaaaaaa..
snif snif uf beijo sniff abraço.
_________________.
e gostei.
das "espáduas do céu"..tocante.
!!!!
abraçoooooooooooooooo.
Não devia dizer nada e respeitar o silêncio.
ResponderEliminarMas não posso deixar de murmurar que o poema é belíssimo.
Só isto.
Beijo
Eudardo,
ResponderEliminareu é que agradeço a menção e link à "história dos pés". Quanto à possibilidade que fala, conformar-ei com a ideia.não posso fazer nada,não é mesmo ?;-)
Querida e amada Isabel,
ResponderEliminarJá estou a colher a flor para si :-)
beijinho
Querido JG,
ResponderEliminaro silêncio é mais eloquente e tu sabes sê-lo,amigo.
carinho meu.cumplice