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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Elegía Intima



Minha mãe chorando no fundo da noite
rachou o silêncio do quarto adormecido.
Meu pai olhava o escuro e não dizia nada,
Um relógio preto gotejava barulho.

Lá fora o vento lambia as espáduas do céu.

Minha mãe chorando no fundo da noite
Apunhalou o sono de Deus.



Ivan Junqueira
Nota : dedico ao meu amigo Paulo

10 comentários:

  1. Belíssimo na pungência, Querida Júlia! E a esperança depositada no final, em intervenção divina pelas lágrimas intercedida, por via da comoção, é, afinal a percepção menos elaborada mas mais sincera que há do Todo-Poderoso, numa elaboradíssima imagem expressa.
    Beijinho grat por no-lo ter dado

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  2. Querido Paulo...vou dedicar-lho, se me permite. Pensei nisso antes, mas temi entristecê-lo

    beijinho

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  3. Qual! Agradeço é duas vezes em vez de uma só!
    Beijinho grande, Querida Júlia

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  4. PAulo,
    então fica aí registado o bem querer meu pela sua sensibilidade :-)



    PS- tinha o poema guardado à espera da imagem

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  5. Julia,

    agradeço sua visita ao VARAL e espero que volte sempre!
    Não perca amanhã a Vítima da Quinta, que certamente é uma postagem que pode te dizer respeito...um dia!

    ~C;-))

    Abçs

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  6. então cadé a minha flor amarela?????

    buáaaaaaaaaaa....buáaaaaaaaaaaaa..
    snif snif uf beijo sniff abraço.


    _________________.
    e gostei.

    das "espáduas do céu"..tocante.


    !!!!


    abraçoooooooooooooooo.

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  7. Não devia dizer nada e respeitar o silêncio.
    Mas não posso deixar de murmurar que o poema é belíssimo.
    Só isto.

    Beijo

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  8. Eudardo,

    eu é que agradeço a menção e link à "história dos pés". Quanto à possibilidade que fala, conformar-ei com a ideia.não posso fazer nada,não é mesmo ?;-)

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  9. Querida e amada Isabel,

    Já estou a colher a flor para si :-)
    beijinho

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  10. Querido JG,

    o silêncio é mais eloquente e tu sabes sê-lo,amigo.

    carinho meu.cumplice

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