
"Sou uma ceptica que crê em tudo, uma desiludida cheia de ilusões, uma revoltada que aceita, sorridente, todo o mal da vida, uma indiferente a transbordar de ternura. Grave e metódica até à mania, atenta a todas as subtilezas dum raciocínio claro e lúcido, não deixo, no entanto, de ser uma espécie de D. Quixote fêmea a combater moinhos de vento, quimérica e fantástica, sempre enganada e sempre a pedir novas mentiras à vida, num Dom de mim própria que não acaba, que não desfalece, que não cansa."
- Carta de Florbela Espanca ao Dr. Guido Battelli de 27/7/1930
Antes isso do que as Sanchas Panças por essa vida fora, vendo o Eeal, mas embarcando na mesma onda, por venalidade.
ResponderEliminarBeijinho, Querida Júlia
sim, � verdade,amigo!
ResponderEliminarbeijinho
Por acaso nunca apreciei nem aprecio a Florbela. MAs a carta é interessante.
ResponderEliminarBeijinho Júlia
também não. Veja-se a diferença entre ele e Pessoa, que são da mesma época. Tal como você, também achei a carta interessante.
ResponderEliminarbem querer, amiga de todas as horas!
Eu gosto muito da Florbela, uma figura trágica que retrata bem uma época. Claro que, comparada com o Pessoa, perde sempre em genialidade e universalidade. Viveu centrada em si própria e na sua natureza excessiva, sobretudo para essa mesma época. Mas acho que era uma mulher muito especial.
ResponderEliminarUm beijinho
Ana,
ResponderEliminarA mim fascina-me a mulher,a pessoa, não a poetisa, salvo um ou outro poema.
Pessoa é eterno e fascina-me sobretudo como filósofo que é.
beijinho e b.f.s