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domingo, 10 de fevereiro de 2008

Ser Professor, hoje não é uma vocação, é uma perversão


Profs....a culpa é deles! ,,,,,,,,,

Texto notável de Ricardo Araújo Pereira
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Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores. Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por> isso conta ainda menos. Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida.

É evidente que a culpa é deles.

E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores. Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares.,,,,,,,,,,,,,,,

O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-Ia-iam usado em proveito próprio. É sensato> entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não.,,,,,,,

A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento. ,,,,,,,

O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater. Sem> nenhum desprimor para com as depravações sexuais -até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas. ,,,,

Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão.

Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M. Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora o há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo.,,,

Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano.

Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças.
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Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores.
Um cigano em cada escola, é a minha proposta.,

Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança.
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Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo.
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Ricardo Araújo Pereira in Opinião, Boca do Inferno, Revista Visão
ps- Obrigada à Gabi

11 comentários:

  1. Estamos num "mundo" verdadeiramente selvagem!

    Um texto controverso, mas que engloba um princípio verdadeiro.

    Grata pela partilha.

    Um abraço e boa semana ;)

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  2. È incrível como Portugal quer integrar um bloco europeu, quando depreza uma das áreas mais valiosas. A analogia dos professores com o povo cigano é genial. Cada vez mais se torna uma carreira profissional desmotivadora e causadora de grandes desequilíbrios a nível pessoal.
    Ponham os olhos na Irlanda e vejam como o ensino conseguiu mudar um país!
    Boa semana para si

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  3. É controverso mas espelha bem a realidade como a classe é tratada, Querida Otília, bom vê-la por aqui.Boa semana

    beijinhos

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  4. Capitão,

    Sú um cigano sobrevive, o cronista tem razão..

    beijinho

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  5. Este assunto é-me muito doloroso.
    Porque será?

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  6. Mas já hé mediadores ciganos nas escolas e de outras etnias. A ironia está muito próxima da realidade.

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  7. O autor do texto está equivocado, não há cigano neste mundo que aguente a vida de professor. Nem professor que aguente a vida de cigano.

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  8. Estimado Silvares,

    E daí, talvez o autor quisesse que chegassemos a essa conclusão, nua e crua :-)

    Nem um nem outro estarão preparados para o papel que lhes é infrigido,valeu! Obrigada pela visita e pela contribuição! :-)

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