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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

POEMA DO COMEÇO


Alberto M thousandimages.com


Eu num camelo a atravessar o deserto
com um ombro franjado de túmulos numa mão muito aberta

Eu num barco a remos a atravessar a janela
da pirâmide com um copo esguio e azul coberto de escamas

Eu na praia e um vento de agulhas
com um Cavalo-Triângulo enterrado na areia
,,,,
Eu na noite com um objecto estranho na algibeira
-trago-te Brilhante-Estrela-Sem-Destino coberta de musgo


in Poesia de António Maria Lisboa
– texto estabelecido por Mário Cesariny de Vasconcelos

5 comentários:

  1. Gosto desta harmonia, texto e fotografia, beijinho

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  2. Se as pessoas soubessem como uma travessia do deserto pode ser benéfica...
    Bjo

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  3. Julia,é vc. amada?
    Retomando vida, e logo na primeira esquina lhe encontro:
    -bom por demais!
    ó tanta e toda saudade!
    Bjs e bem querer.
    nanamerij

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  4. De todos os poetas surrealistas, António Maria Lisboa foi, a par de Cesariny, um dos maiores.
    Gostei de o ver lembrado.

    E gostei do teu novo visual.
    Branco, sem mácula, bonito como tu, minha amiga.

    Bom fim de semana

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  5. Aqui está bem patente a imagem de marca do Privilégios dos Caminhos: o enorme bom gosto das palavras que escolhes.

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