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sábado, 26 de janeiro de 2008

Não sou a areia


Não sou a areia
onde se desenha um par de asas
ou grades diante de uma janela.

Não sou apenas a pedra que rola
nas marés do mundo,
em cada praia renascendo outra.

Sou a orelha encostada na concha
da vida, sou construção e desmoronamento,
servo e senhor, e sou mistério.

A quatro mãos escrevemos o roteiro
para o palco de meu tempo:
o meu destino e eu.

Nem sempre estamos afinados,
nem sempre nos levamos

a sério.

Lya Luft



Foto: daqui

3 comentários:

  1. Para já, trnho a dizer que opoema é magnífico. Porque, certamente se deve tratar de uma óptima escrito com um doce nome...

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  2. Querida Swt,

    Eu podia indicar-lhe links sobre a autora,mas será melhor a Swt escolher, marcando o nome dela no Google,há muita coisa.

    beijinho e saudade do Swt-sulada..

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