
"Uma vez irei. Uma vez irei sozinha, sem minha alma desta vez. O espírito, eu o terei entregue à família e aos amigos, com recomendações. Não será difícil cuidar dele, exige pouco, às vezes se alimenta com jornais mesmo. Não será difícil levá-lo ao cinema, quando se vai. Minha alma eu a deixarei, qualquer animal a abrigará: serão férias em outra paisagem, olhando através de qualquer janela dita da alma, qualquer janela de olhos de gato ou de cão. De tigre, eu preferiria..."
(...).
"O mundo inteiro teme a própria vida. A morte é coisa que não é nossa. Mas a vida, a vida é, e eu morro de medo de respirar".
Erro meu, má fortuna...
ResponderEliminarDurante a minha já compridinha vida, só li um livro da Clarisse e já foi há anos. Vou à FNAC e lá estão ela a chamar-me. Tenho feito ouvidos moucos. Para apróxima vou tentar escutá-la melhor e trago-a para casa. Ficarei muito menos solitário na sua companhia.
És um amor de rapariga, Júlia.
Mereces todos os afectos do mundo.
Se o meu contar, é menos um na lista.
...isso é porque ainda a não descobriste...quando acontecer,nunca mais a largas.
ResponderEliminarObrigada pelas tuas palavras."Os amigos não se fazem-reconhecem-se" e eu também gosto muito de ti!
xi-coração
Também pouco conheço a Autora. Não acha, Querida Jíloa, que ela tem algo de eslavo nas feições?
ResponderEliminarBeijinho
Nasceu na Ucrania, Paulo...
ResponderEliminarbeijinho
Ah bom, tudo se encaixa.
ResponderEliminarBeijinho
Também eu adoro ler a Clarice: tem a medida exacta e certa das palavras, e usa-as com uma elegância rara, nma escrita limpa e cheia de expressão.
ResponderEliminarUm beijo, Júlia.
Escrita limpa, sim!
ResponderEliminaroutro para si, querida Ana!
Escrita limpa, sim!
ResponderEliminaroutro para si, querida Ana!