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quinta-feira, 21 de junho de 2012

mas



o que se me implora é o vento mas
que esqueci; não por ser meu mas
por eu o poder fazer chegar mas
aos cabelos de quem o conheceu mas
por mediunidade de corpos, embaraços, expulsões, mas
de mim ninguém necessita mas
apenas do eolismo que me sai das extremidades ou da boca mas
pudessem calar-me e ficarem com o vento mas
sem saberem que eu próprio queria o vento mas
sem mim.


Alberto Augusto Miranda, in "A Poesia de Yvonne M.
, Alentejo, 1988

1 comentário:

  1. Há sempre um mas...
    Mas também há momentos em que prescindimos dele!
    Beijinhos,

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