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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Levarás
pela mão
o menino
até ao rio. Dir-lhe-ás
que a água é cega
e surda. Muda,
não. Que o digam
os peixes, que em silêncio
com ela sustentam
seu diálogo
líquido, de líquidas
sílabas
de submersas
vogais.

Albano Martins
 Este postal vai para aqui

3 comentários:

  1. Ola, Júlia.

    Do do fundo do meu coração, agradeço-te o teu especial "privilégio" .
    Afinal, cada imagem do Douro é também uma parte de ti, dos teus sentidos, das memórias de infância, que afinal estes meus olhares espelham nas águas do Douro que correm serenamente entre estes montes prodígios, com a luz azul, e a beleza de uma anunciada Primavera.
    Como os teus olhos azuis podem aqui ver, tudo o que não passa nesta vida efémera.
    Em cada regresso,descobrimos mais de nós.

    Um beijo que fique.
    Teu amigo

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  2. José Alfredo, o teu comentário e doutros ficaram retidos...sorry, nao sabia que a moderação de coments estava accionada. o beijo ficou

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