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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ao lado do homem vou crescendo


Ao lado do homem vou crescendo

Defendo-me da morte quando dou
Meu corpo ao seu desejo violento
E lhe devoro o corpo lentamente

Mesa dos sonhos no meu corpo vivem
Todas as formas e começam
Todas as vidas

Ao lado do homem vou crescendo

E defendo-me da morte povoando
De novos sonhos a vida.

Alexandre O'Neill, in

No Reino da Dinamarca

Tela de Paula Rego

6 comentários:

  1. Seja bem reaparecida, Júlia! :-)
    E gosto muito do poema.

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  2. E eu, para variar, gosto do poema (belíssimo) e depois de um primeiro momento a olhar para a imagem, acabei por achar que combina bem com as palavras: porque transmite uma sensação de vida real, em que as mulheres não são sempre bonitas e delicadas de aparência mas, ainda assim, nelas o sonho transforma-se em vida.

    Sim, seja bem reaparecida Júlia :-)

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  3. que bom ter-vos aqui ainda!...:-)

    obrigada a TODOS pela persistente presença, por terem sabido esperar.

    Regressarei aos poucos, embora a minha tendinite nao me deixe visitar os vossas caixas de comentários.

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  4. Querida Fugi, eu pensei o mesmo e depois, nao hesitei colocar esta imagem:-)

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  5. Que bom, Júlia... já estava com saudades. :D
    A Júlia sabe que não gosto muito de poesia, mas gostei desta prosa que rima e nos fala da vida (também) como ela é. E gostei da foto... nada inocente, sem pudor e com uma certa lascívia... (hum... será que só eu vejo isso?) ;D

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