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sábado, 26 de dezembro de 2009

É Natal




É Natal, nunca estive tão só.
Nem sequer neva como nos versos
do Pessoa ou nos bosques
da Nova Inglaterra.
Deixo os olhos correr
entre o fulgor dos cravos
e os dióspiros ardendo na sombra.
Quem tem assim o verão
dentro de casa
não devia queixar-se de estar só,
não devia

Eugénio de Andrade, Rente ao Dizer

7 comentários:

  1. Espero que o início do verso não corresponda á realidade, minha amiga!

    De qualquer modo venho aqui deixar-lhe um abraço amigo no Deus que se fez Menino, para nunca nos deixar!

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  2. de forma alguma, Joaquim, graças a Deus! :-) Mas depende da forma como se valoriza as coisas :-)

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  3. há muito que aqui não passava. hoje vim matar saudades!

    beijinho

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  4. Espero que tenha sido muito feliz, o seu Natal, Júlia :-D

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  5. Dentro de casa deve ser sempre Verão, Júlia. Ainda não sei como interpretar este post, catrino! "Este Natal" é do Eugénio de Andrade ou... psst!, nada de segredos, quero saber! (risos)
    Espero que tenha tido um bom Natal, menina Júlia. :)

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  6. Ah!... li os outros comentários depois. Mais descansado fiquei e... concordo. Depende da forma como se valorizam as coisas, sim. :)

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  7. Que os azuis-olhos da Júlia apenas vejam sonhos realizados e cosmos reencontrados...

    Um abraç*

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