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sábado, 28 de novembro de 2009

viajante




Eu me sinto tolo como um viajante
Pela tua casa, pássaro sem asa, rei da covardia
E se guardo tanto essas emoções nessa caldeira fria
É que arde o medo onde o amor ardia
Mansidão no peito trazendo o respeito
Que eu queria tanto derrubar de vez
Pra ser teu talvez, pra ser teu talvez
Mas o viajante é talvez covarde
Ou talvez seja tarde pra gritar que arde no maior ardor
A paixão contida, retraída e nua
Correndo na sala ao te ver deitada
Ao te ver calada, ao te ver cansada, ao te ver no ar
Talvez esperando desse viajante
Algo que ele espera também receber
E quebrar as cercas que insistimos tanto em nos defender
Eu me sinto tolo como um viajante
Pela tua casa, pássaro sem asa, rei da covardia
E se guardo tanto essas emoções nessa caldeira fria
É que arde o medo onde o amor ardia
Mansidão no peito trazendo o respeito
Que eu queria tanto derrubar de vez
Pra ser teu talvez, pra ser teu talvez

6 comentários:

  1. [uma paixão contida seria toda e qualquer coisa, abandonada nos caixotes de brinquedos da alma, mas nunca paixão de vida, rascunho e sulco fundo de outra forma estranha de amar, como o ney o sabia]

    um imenso abraço
    deste lado do quintal

    Leonardo B.

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  2. Eu gosto de Ney. Não de tudo, e esta não é das minhas favoritas, mas gosto. :)

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  3. Aprendi com o tempo a gostar dele... a gostar muito dele!

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  4. E eu a pensar que havia novidades; anda muito preguiçosa, Sra. D. Júlia...

    Um bom fim-de-semana :-)

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  5. Querida Fugi querido Mike, tenciono reatar, vocês merecem!

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