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quinta-feira, 18 de junho de 2009

A LUA



Tenho de repensar a minha vida,
disse-me, e acrescentou:
ser-se feliz é não ter esperança.
Lembrei-lhe o sol e o mar
que hoje vejo sozinho aqui na praia
e respondi não há quem viva assim,
ainda que a esperança não exista.
Mas vi-a olhar o céu,
dizendo que sorte é termos a Lua
- rege-nos as marés e o corpo -,
e que amava o seu rosto claro,
um espelho de luz na noite
onde se olhava já sem sonhos.
Nem suspeitou ser isso a esperança,
a lua e os espelhos sem mais nada,
a música que ouvíramos
e o mar além, atrás das dunas.

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Nuno Dempster, in Dispersão - Poesia Reunida

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4 comentários:

  1. Então, até faz algum sentido sentido... quem é feliz não precisa da esperança para nada, ora. :)

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  2. quem é feliz já atingiu as metas, é isso, tá ver, Mister como até entende poesia quando ela é boa!

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