Pesquisar neste blogue

segunda-feira, 20 de abril de 2009

não percam! :-)

A não perder, este texto aqui.
Grande Mulher, Minucha!
"(...)Sou capaz de não ter razão mas sempre que me falam ou que leio a palavra amizade junta com amor, paixão e casamento ou união, fico arrepiada.Se me perguntarem se sou amiga do meu marido eu respondo que não, por muito zangado que ele fique....eu também fico quando ele me diz que é meu amigo, raras vezes, felizmente.Não, o que tem de existir é paixão, amor e rir, rir muito porque o riso é que faz a cumplicidade.Claro que me vão dizer que a paixão desaparece com o tempo e eu respondo-vos que isso não é verdade.Acho mesmo que isso é a maior mentira que se diz por aí. A paixão arrefece mas reaparece e cada vez que volta é mais forte e dura mais tempo. E sim, estou a falar das pernas bambas quando o vejo, da vontade de o despir quando me beija, estou a falar de paixão, só que a paixão quando reaparece já não é sobre o que gostaríamos que ele fosse, mas sim sobre o conhecido e por isso ser mais duradoura.Outra palavra que me deixa perplexa é ‘respeito’, porque nunca percebo bem de que respeito estão a falar.Eu só tenho de ter respeito por mim, e um respeito tão profundo pelo meu eu, que obrigatoriamente respeito o outro. Por outras palavras, tenho é que gostar de mim se quero gostar de alguém e, isto nunca poderá ser entendido como teoria. Isto é a prática! Isto é o dia-a-dia.Claro que estou a falar do meu ponto de vista, mas para falar verdade é só esse que me interessa.Por issotenho, em primeiríssimo lugar e sempre, de gostar de mim, de me respeitar profundamente, de não ceder em nada que atinja o meu eu e só assim conseguirei amar e respeitar outro e ceder perante o seu eu. Sempre que estes termos forem invertidos nunca nada resultará.Pode ser controverso, mas para que duas pessoas se mantenham unidas é necessário que as duas sejam ‘egoístas’, assim escrito entre aspas, porque para explicar este meu conceito de egoísta era necessário um outro post.Termos cuidado com o nosso aspecto, um e outro, tem a ver com o gostarmos de nós, já está englobado numa das premissas lá de cima.Stress e filhos nada têm a ver com arranjarmo-nos. Há dias em que qualquer um acha que está com cara de cu, nem apetece olhar para o espelho, mas isso é um ou outro dia, não é permanentemente.Cuidado, porque os homens com a mania dos macho-latinos acham que não têm de ter cuidado com eles e nós também não gostamos de casar com um esbelto que passa a ser barrigudo.Também não percebo o que querem dizer com ‘crescer juntos’. Nós dois cá por casa, temos interesses bem diferentes, basta termos tido profissões diferentes, amigos de infância diferentes, leituras diferentes, músicas diferentes, opções políticas diferentes e por aí fora, mas soubemos arranjar amigos comuns, conseguimos ouvir as músicas que o outro prefere e somos civilizados na troca de opiniões, nome simpático para as nossas discussões políticas.Não há fórmulas para uma união duradoura porque têm de ser a dois, mas penso que há conceitos inultrapassáveis e por isso mesmo tanto pode dar para o bem como para o mal. O que é importante, para mim foi, é ter a coragem de romper bem cedo, não deixar arrastar uma relação que não vai dar a lado nenhum.Quando me dizem que os jovens de agora são egoístas, também fico sem perceber o que querem dizzer....Que eles não devem ser felizes? Que têm de ceder permanentemente, sem tom nem som? Que se separarem 15 ou 20 anos depois já não são egoístas? É uma questão de mais ou menos tempo?Por gostar de mim e me respeitar separei-me ao fim de quatro anos e pela mesma razão tenho uma união feliz há 34 anos. Confuso? Para mim não"
**
texto da Minucha que subscrevo, literalmente.

16 comentários:

  1. Gostei muito do texto.

    Uma das coisas primordiais para gostarmos dos outros é gostarmos de nós próprios.

    Se não gostamos de nós, como podemos gostar dos outros.

    E numa perspectiva puramente cristã, como podemos nós não gostar de nós, se somos obra de Deus?

    Porque os nosso padrões têm muitas vezes mais a ver com o mundo do que como Deus nos vê!

    Abraço amigo em Cristo

    ResponderEliminar
  2. passa tudo pela auto-estima, Joaquim, é verdade :-)

    ResponderEliminar
  3. e o seu texto , não menos valoroso, desencadeou-o :-)

    ResponderEliminar
  4. Literalmente? Completamente? Totalmente? Incondicionalmente? Ena, fiquei confuso... (risota)
    Ó Júlia, eu, quando for grande também quero escrever como a (posso chamar?) Minucha. :)

    ResponderEliminar
  5. Pode crer Mike!
    relançou uma troca de opiniões que tive com a Ana Vidal já lá vai quase um ano.
    Mas o mais importante do seu texto, foi os desligamentos que acontecem em todas as uniões e o importante é não as valorizarmos muito

    Obrigado Júlia

    beijinho

    ResponderEliminar
  6. subscrevo, Mike, absolutamente e posso explicar-me :-)

    ResponderEliminar
  7. Minucha, não tenho experiencia em desligamentos - risos - os meus, quando acontecem,é quando o coração começa a sangrar e aí, nada há a fazer.

    ResponderEliminar
  8. Adorei seu texto!
    Ele levou-me a reflexões sobre a minha existência.

    ResponderEliminar
  9. Oh, não, Júlia... coração a sangrar, dramatismo, emoção à flor da pele, faca e alguidar... (risota, saindo de fininho)

    ResponderEliminar
  10. É verdade, Minucha, bem interessante e proveitosa, essa nossa troca de ideias! Continuo a não subscrever literalmente (no que toca à incompatibilidade de amor e amizade), mas o texto está óptimo. Concordo com tudo o resto, sobretudo quanto ao esforço de não nos deixarmos cair no desleixo físico, uma enorme tentação que a intimidade e o passar do tempo nos trazem quase sempre.
    E parabéns à Minucha pelos 34 anos de felicidade, um record fantástico! And counting... espero.

    ResponderEliminar
  11. Já eu concordo absolutamente,Ana, na incopatibilidade entre o Amor e amizade.
    e não entendo como será para alguns "ceder à tentação, para mim é um prazer sempre, cuidar da minha aparência, assim fui habituada.
    beijo

    ResponderEliminar