Pesquisar neste blogue

quarta-feira, 25 de março de 2009

POEMA DO FALSO AMOR




O falso amor imita o verdadeiro
Com tanta perfeição que a diferença
Existente entre o falso e o verdadeiro

É nula. O falso amor é verdadeiro
E o verdadeiro falso. A diferença
Onde está? Qual dos dois é o verdadeiro?

Se o verdadeiro amor pode ser falso
E o falso ser o verdadeiro amor,
Isto faz crer que todo amor é falso

Ou crer que é verdadeiro todo amor.
Ó verdadeiro Amor, pensam que és falso!
Pensam que és verdadeiro, ó falso Amor!

Dante de Milano

(1899-1991)

NOTA - Não percam o video em cima,"Os pássaros de Messiaen"Aqui e no Porto Croft

16 comentários:

  1. Se é falso é amor? Os poetas baralham-me, caramba! Deixai-os entretidos a debater o vinho, que é como quem diz o amor, que eu atraco-me à garrafa, que é como que diz... pois. (risos)

    ResponderEliminar
  2. é :-)

    o amor é que baralha a gente, não os poetas :-P

    ResponderEliminar
  3. A Júlia diz isso porque é poeta, ora. (risos)

    ResponderEliminar
  4. Qual baralhar.
    Haverá alguém ou algum poeta que nos consiga confundir quanto ao amor?
    Se for falso seremos derrotados, ficaremos por baixo do amor.
    Se for verdadeiro, soarão trompetes ...
    Mas há sempre amor ...

    É engraçado que não conhecia este poeta.
    Não era só não conhecer.
    Nem o nome tinha visto em qualquer sítio.
    E em pouco tempo ...

    Como gosto de poesia, escrevo-me com uma espanhola, que tem um nome horrível, (começa com um Cx) mas carinhosamente trato-a por "Conchita".
    Há cerca de 15 dias enviou-me um poema de Dante de Milano.
    Andei na Net á procura e descobri quem era e passei para português o que ela me enviou, que leu, mas escreveu em Valenciano. (esqueci-me de dizer, que a Conchita tem, salvo erro, 76 anos, mas tem um grande defeito.
    Escreve em Valenciano e eu não pesco nada. É uma puritana convicta do dialecto).
    Deixo o que penso ser enviado por ela e que encontrei por aí:


    Corpo

    Adorei o teu corpo,
    Tombei de joelhos.
    Encostei a fronte,
    O meu rosto, no teu ventre.
    Senti o gosto acre
    De santidade
    Do corpo nu.
    Absorvi a existência,
    Vi todas as coisas numa coisa só,
    Compreendi tudo desde o princípio do Mundo.

    Dante Milano

    ResponderEliminar
  5. Hum...
    Ontem estive À conversa com o meu encenador lá do teatro...Ele é Psicólogo. Estivem a falar sobre as diferenças entre Amor e Paixão, assunto sobre o qual já li bastante. Umas concordo outras nem por isso. Mas ontem, o meu encenador ainda me falou também, da diferença entre Anor e Romance...Algo estranho para mim. Custou-me a "encaixar".

    Confusa a "troca" de "papéis". Mas o Amor só pode ser verdadeiro, quando é apoiado na liberdade e no desprendimento. è claro que, o Amor assim, tende a ser chamado de falso, pois estamos habituados a pensar que se não for aquela "coisa" do estar sempre, do ciúme, do querer muito, já não é amor. Já ouvi muitas vezes dizerem: Ele não me Ama, porque não tem ciúmes e dá-me total liberdade. O que se pensa não ser Amor, é na realidade o maior dos Amores.

    Penso no entanto, que o poeta não se referia de todo a isto...

    As perspectivas têm o sentido que lhe queremos dar.

    Subjectivo, no entanto.

    ResponderEliminar
  6. o amor é o amor
    sem definição
    é
    assim
    como um sim
    ou um não

    pura negação
    antes afirmação

    e
    retiro.me antes que me baralhe mais


    .
    um beijo

    ResponderEliminar
  7. Delicioso este seu comentário, ´José Torres!

    Não conhecia esse poema, está a ver?

    ResponderEliminar
  8. maravilha, Lorenzo, eu adoro Teatro e já fiz Teatro há muitos anos. É uma frustração minha, não ter continuado...
    Tenho uma tese, uma vez que será suposto saber destas coisas, direi que não concebo o Amor sem Paixão. Sou do tudo ou do Nada, mas há sim, várias espécies de Amor, dependendo do que esperamos que o outro seja em nós. uma forma de nos amarmos também.

    ResponderEliminar
  9. Querida Gabriela, nunca te vi tã baralhada. :-))

    beijo

    ResponderEliminar
  10. E o amante " finge tão completamente, que chega a fingir que " é amor o amor que deveras sente...
    Beijinho

    ResponderEliminar
  11. nem isso :-)

    ps- o Mister já comeu os chocolates todos hoje?

    ResponderEliminar
  12. Se falamos de amor aqui fica o mais belo hino ao amor verdadeiro

    Cântico do amor - 1 Cor 13, 1-13

    Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
    se não tiver amor, sou como um bronze que soa
    ou um címbalo que retine.
    Ainda que eu tenha o dom da profecia
    e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
    ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
    se não tiver amor, nada sou.
    Ainda que eu distribua todos os meus bens
    e entregue o meu corpo para ser queimado,
    se não tiver amor, de nada me aproveita.
    O amor é paciente,
    o amor é prestável,
    não é invejoso,
    não é arrogante nem orgulhoso,
    5nada faz de inconveniente,
    não procura o seu próprio interesse,
    não se irrita nem guarda ressentimento.
    Não se alegra com a injustiça,
    mas rejubila com a verdade.
    Tudo desculpa, tudo crê,
    tudo espera, tudo suporta.
    O amor jamais passará.
    As profecias terão o seu fim,
    o dom das línguas terminará
    e a ciência vai ser inútil.
    Pois o nosso conhecimento é imperfeito
    e também imperfeita é a nossa profecia.
    Mas, quando vier o que é perfeito,
    o que é imperfeito desaparecerá.
    Quando eu era criança,
    falava como criança,
    pensava como criança,
    raciocinava como criança.
    Mas, quando me tornei homem,
    deixei o que era próprio de criança.
    Agora, vemos como num espelho,
    de maneira confusa;
    depois, veremos face a face.
    Agora, conheço de modo imperfeito;
    depois, conhecerei como sou conhecido.
    Agora permanecem estas três coisas:
    a fé, a esperança e o amor;
    mas a maior de todas é o amor.

    Abraço amigo em Cristo

    ResponderEliminar