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sexta-feira, 6 de março de 2009

a função da arte/ 1

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar,
o mar estava na frente de seus olhos.
E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando,
pediu ao pai:
— Ajuda-me a olhar!
***
Eduardo Galeano, in " O livro dos abraços"

8 comentários:

  1. ola
    hoje passo por aqui para o convidar a ver o blog do meu pai
    tem telas lindas
    passe por lá e deixe o seu comentário
    boa noite
    beijinhos
    Carla

    wwww.acordeirodacunha.blogspot.com

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  2. Carla, já passei por lá,mas não e não sou eu quem escolhe as minhas telas - são As Telas que me escolhem a mim!

    valeu, beijinho!

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  3. Que lindo pedaço este, Júlia.
    ternurento :-)

    Um bom fim-de-semana.
    Beijinho :-)

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  4. Uma delícia, este post! Que a mim, em particular, me toca de uma maneira especial. Vá-se lá saber porquê, Júlia... ;D

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  5. por acaso eu acho que as crianças sabem olhar melhor que nós os adultos, tantas vezes são eles que nos ensinam, CM..

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  6. Poderoso. Muito poderoso. Tantas vezes assim é...às vezes as coisas são tão grandiosas, que parece que o nosso olhar não chega para as abarcar. E tantas são as vezes que só temos a noção de tão grandes que eram, depois de já não estarem ao alcance da nossa vista...E aí já ninguém ajuda. Aí já não se partilha...

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