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sexta-feira, 27 de março de 2009

Eugenio Montale

Levarás contigo meu último sopro
de poesia; depois uma nuvem carregada
de presságios funestos escurecerá
a luz que nos foi concedida.
Não foste um simples fulgor,
chegaste inesperada, voz de salvação.
Um som límpido os cristais
emitem quando o vento
os afloram, claridade
fá-los esplender como incandescentes
arco-íris, que iluminam em derredor.
Ao redor o mundo descolora.

***
Vale a pena ler o original

Porterai com te l'ultima ventata
di poesia; poi una nube gonfia
di presagi funesti oscurerà
la luce che ci fu concessa.
Non fosti un semplice bagliore,
giungesti inaspettata, voce di salvazione.
Un suono limpido emettono
i cristalli quando il vento
li sfiora, il chiarore li fa splendere
come incandescenti arcobaleni
che illuminano d'attorno.
Intorno il mondo scolora.
***
Eugenio Montale, poema nº 65
Trad. de Ivo Barroso
(1896-1981)
Prémio Nobel de Literatura de 1975

7 comentários:

  1. pensare che tutto anche parlare de uno poema belissimo

    grazie

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  2. :-)
    que pena, Mr Jones ,não poder responder-lhe na mesma Lingua...

    grata pela visita!

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  3. Gosto muito de Montale. Este especialmente é belíssimo. Acho que vou recitá-lo lá em minhas "Letras".

    Beijocas!

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  4. O poema é lindo, e em italiano tudo fica ainda mais bonito, Giulia! :-)

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  5. também acho, Ana, que perde um pouco a sonoridade na nossa língua.

    beijo

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