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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

ni dieu ni maitre



La cigarette sans cravate
Qu'on fume à l'aube démocrate
Et le remords des cous-de-jatte
Avec la peur qui tend la patte

Le ministère de ce prêtre
Et la pitié à la fenetre
Et le client qui n'a peut-être
Ni Dieu ni maître.
Le fardeau bleu me qu'on emballe
Comme un paquet vers les étoiles
Et cette rose sans pétales
Qui tombent froides sur la dalle
Cet avocat à la serviette
Cette aube qui met la voilette
Pour des larmes qui n'ont peut-être
Ni Dieu ni maître.

Ces bois que l'on dit de justice
Et qui poussent dans les supplices
Et pour meubler le sacrifice
Avec le sapin de service
Cette procédure qui guette
Ceux que la société rejette
Sous prétexte qu'ils n'ont peut-être
Ni Dieu ni maître.

Cette parole d'Evangile
Qui fait plier les imbéciles
Et qui met dans l'horreur civile
De la noblesse et puis du style
Ce cri qui n'a pas la rosette
Cette parole de prophète
Je la revendique et vous souhaite
Ni Dieu ni maître

PAS VRAI, MEC

13 comentários:

  1. Olá querida amiga
    Bonita e nostálgica esta sua escolha, embora a minha preferência vá para a canção: "Avec le temps".
    Fico contente por saber que fugiu aos talibã, libertou-se da burka e apresenta-se-nos como eu imaginava: um sorriso a condizer com o olhar. Lindo presente de Natal para os seus seguidores.
    Desejo-lhe um Santo Natal e um 2009 com tudo aquilo que ambiciona.
    Beijinho com ternura.
    António

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  2. Eu cá não paro de procurar os Dois.
    Beijinho, Querida Júlia

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  3. E não é que, sem saber explicar porquê, este post me levou até Montmartre e Pigalle? E onde ouvi alguém chamar-me pela primeira vez mec. :-)

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  4. Olá António, obrigada pelas simpáticas paalavras!

    gostei de o ver por aqui!

    Feliz Natal!

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  5. foi, Mike? :-)

    eu diverti-me imenso a subir a pé até Montmartre. As velhotas francesas cismavam em proteger-me. Ri-me à brava!:-)

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  6. A protegê-la dos mecs, é o que é... (muitos risos)

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  7. Ah! Léo Ferré!

    Como eu o adoro!

    Tenho todos os discos dele em vinil!!!

    Só lamento ele não ter sido crente... enfim...

    Com que então, em paris! Muito perigos, com efeito: o Mike é que tem razão: les mecs UI!!!

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  8. CM, os pintores cercaram-me e as velhotas armaram-se em mamans :-)

    mas o mais engraçado foi um taxista que não queria levar-me ao Moulin Rouge, explicava-se a medo que não era lugar para mim, ri-me a valer!!!

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  9. Ai estes franceses! E dizem eles que percebem de amor!

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